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Copie as perguntas em seu caderno, de acordo com o texto abaixo, responda as questões e envie para o professor. Esse trabalho deve ser feito a mão em seu caderno. 

Guerra do Paraguai

A Guerra do Paraguai aconteceu de 1864 a 1870 e resultou na destruição completa desse país após mais de cinco anos de conflito.

A Guerra do Paraguai foi reflexo da consolidação das nações da bacia platina (Argentina, Uruguai, Brasil e Paraguai) e resultou em enorme destruição e grande saldo de mortos. Conflito de maior duração e proporção de toda a história da América do Sul, a Guerra do Paraguai foi um grande divisor de águas para todos os países envolvidos.

1. Quais foram os dois primeiros atos de agressão quanto a Guerra do Paraguai.

2. Qual foi a importância da Batalha naval de Riachuelo para os rumos da Guerra.

3. Quais foram as dificuldades que o exército brasileiro enfrentou em solo paraguaio durante a Guerra.

4. Porque dizer que o conflito não acabou na capital paraguaia, Assunção?

5. Em termos de mortos, relacione o saldo de mortos entre brasileiros, paraguaios e argentinos.

6. Embora o Brasil tenha vencido a guerra, não obteve muitas vantagens. Escreva os principais problemas brasileiros com:

a) Dívida pública.

b) Porque o exército começou a lutar pelo fim da escravidão e o imperador D. Pedro II.

 

7. O que mudou para o e Exército brasileiro após da Guerra do Paraguai.

 

8. A pós da Guerra do Paraguai, houve a abolição da escravatura no Brasil, quais foram as suas consequências para com o fim do Segundo Reinado.

   Os primeiros atos de agressão relacionados ao início da Guerra do Paraguai foram o aprisionamento de uma embarcação brasileira (Marquês de Olinda), que navegava pelo rio Paraguai em direção a Cuiabá, e a invasão do Mato Grosso (atual Mato Grosso do Sul), ocorrida em 26 de dezembro de 1864. O ataque paraguaio ao Brasil foi uma represália à invasão do território uruguaio, conduzida pelo governo brasileiro em favor dos colorados e contra os blancos (aliados de Solano López).

   A ocupação paraguaia no Mato Grosso foi conduzida por 7.700 soldados, que derrotaram facilmente as fracas forças de defesa dessa região (875 militares do Exército e 3 mil membros da Guarda Nacional). Esse território continuou sob posse paraguaia até meados de 1868, principalmente devido à dificuldade de acesso ao Mato Grosso. Naquela época, o único caminho para essa província consistia na navegação dos rios da bacia platina.

   Um confronto extremamente importante para os rumos da guerra aconteceu em junho de 1865: a Batalha Naval de Riachuelo. Nessa batalha, a Marinha brasileira alcançou uma vitória importantíssima, destruiu parte considerável da frota naval paraguaia e garantiu o controle das águas platinas para a Tríplice Aliança, isolando o Paraguai e impedindo-o de receber provisões essenciais para a continuidade da guerra.

Além da derrota em Riachuelo, as derrotas nas campanhas no Rio Grande do Sul e em Corrientes mantiveram o Paraguai em uma posição defensiva.

   A geografia do território paraguaio, repleta de pântanos, impedia as movimentações militares e o melhor posicionamento da artilharia durante as batalhas.

 

   O pouco conhecimento desse território, resultado de anos de isolamento do Paraguai, dificultava as ações militares, uma vez que as lideranças militares tomavam ações mais conservadoras motivadas pelo desconhecimento do mapa desse país.

Maior disponibilidade de tropas para os exércitos paraguaios e moral mais elevado por terem sido convencidos por Solano López de que a guerra era um conflito em defesa da independência paraguaia.

   A fase final da guerra foi marcada pelo esgotamento do Paraguai e pelas sucessivas derrotas, com destaque para a capitulação da fortaleza de Humaitá em 1868 e a invasão e o saque de Assunção em 1º de janeiro de 1869. Depois da conquista de Assunção, a guerra transformou-se em uma caçada a Solano López – que foi considerado traidor da pátria pelo governo provisório paraguaio a partir de 1869. Nesse período (1868-1869), os exércitos brasileiros foram liderados por Caxias, o maior nome do exército brasileiro.

   A partir de finais de 1869, a liderança dos exércitos brasileiros foi assumida por Conde d’Eu, já que Caxias era contrário à continuação do conflito. A caçada a Solano encerrou-se na batalha de Cerro Corá, em março de 1870, quando soldados brasileiros mataram o ex-ditador paraguaio. Finalizava-se assim a Guerra do Paraguai.

   Centenas de milhares de civis e militares morreram na Guerra do Paraguai. Há divergências quanto ao número de vítimas, mas, segundo algumas estimativas, o Brasil – cujos soldados representavam dois terços do exército aliado – teria perdido 50 mil homens nas frentes de batalha.

 

   Para o Paraguai, a derrota na guerra foi desastrosa. O conflito havia levado à morte cerca de 80% da população do país, na sua maioria homens. A indústria nascente foi arrasada e, com isso, o país voltou a dedicar-se quase que exclusivamente à produção agrícola.

   Ao longo dos anos, diferentes estudos foram feitos sobre a quantidade de mortos na guerra, cujas estatísticas variaram, de acordo com os diferentes pesquisadores, entre 25 mil e 300 mil mortos. A estimativa mais aceita apontou a morte de, aproximadamente, 150 mil paraguaios na Guerra do Paraguai.

   O tratado de paz assinado entre o Brasil e o Paraguai em 1872 estabeleceu a livre navegação no rio Paraguai, confirmou as fronteiras reivindicadas pelo Brasil e definiu uma indenização a ser paga pelo Paraguai – mais tarde perdoada pelo governo brasileiro.

   A Argentina perdeu cerca de 18 mil soldados, o que representa mais de 10% de sua população na época. O Uruguai, por sua vez, teve uma participação muito pequena no enfrentamento militar, com poucas perdas econômicas e humanas apesar de seu papel central no desencadeamento da guerra.

 

   A Guerra do Paraguai também afetou o Brasil. Economicamente, o conflito gerou muitos encargos e dívidas que só puderam ser sanados com empréstimos estrangeiros, o que fez aumentar nossa dependência em relação às grandes potências da época (principalmente a Inglaterra) e a dívida externa. Não obstante, o conflito armado provocou a modernização e o fortalecimento institucional do Exército brasileiro.

 

   Além disso, as campanhas pela abolição da escravidão se fortaleceram, uma vez que muitos escravos e ex-escravos morreram nos campos de batalha para defender o Brasil.

 

   Com a maioria de seus oficiais comandantes provenientes da classe média urbana, e seus soldados recrutados entre a população pobre e os escravos, o exército brasileiro tornou-se uma força política importante, apoiando os movimentos republicanos e abolicionistas que levaram ao fim do regime monárquico no Brasil.

   Após a vitória na Guerra do Paraguai os militares, em especial os do Exército, decidiram participar ativamente da política brasileira. Foram criados Clubes Militares, que discutiam a crise vivida pelo Segundo Reinado, os ideais republicanos (governo eleito pelos cidadãos democraticamente).

   

    Dom Pedro II, mandou fechar esses clubes. Essa censura imperial fez com que os militares se organizassem para derrubar Dom Pedro II do poder.

   A abolição da escravidão no Brasil ocorreu em 13 de maio de 1888, com a assinatura da Lei Áurea. Porém, os escravos foram libertos sem que os donos de fazenda de café fossem indenizados por causa da abolição. Isso fez com que os cafeicultores abandonassem Dom Pedro II e apoiassem a causa republicana.

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